Paulo##
O Pergaminho de Lameque foi um dos descobertos em Qumram, nas cavernas das margens do Mar Morto, em 1947. Parece datar do século II aC.
Nele nós temos a indicação de que os Filhos de Deus eram referidos como entidades materialmente existentes, capazes inclusive de procriar.
Tudo começou quando Lameque, pai de Noé, voltou para casa, após uma viagem que durara muito mais de nove meses. Portanto, teve razões de sobra para ficar surpreso com a presença em sua casa de uma criança, a qual não poderia ser filho dele, por mais que a sua esposa insistisse. Também o aspecto físico da criança em absoluto se enquadrava com a família.
Lameque, como não poderia ser diferente, lançou pesadas acusações contra sua mulher, Bat-Enush, a qual, no entanto, reiteirou várias vezes, jurando por tudo que era sagrado, que o sêmem que originou a criança era dele, poios na ausência do marido, ela não havia tido o menor contato com nenhum soldado, nenhum forasteiro e nenhum filho do céu. Ela implorou ao marido:
Ó meu senhor…juro…esse sêmen proveio de ti, de ti proveio a concepção, de ti a plantação do fruto que não é de um forasteiro, nem de um soldado, tampouco de um filho do céu.
Lameque não acreditou na mulher e preocupado, foi em busca dos conselhos de seu pai, Matusalém, a quem contou detalhadamente tudo. Matusalém,por sua vez, ouviu atenciosamente, meditou e como não concluiu nada, foi consultar o sábio Enoch. A confusão naquela família tradicional teria que ser resolvida.
Enoch ouviu o relato de Matusalém, contando como, de um céu sem nuvem, de repente, caiu um garotinho, de aspecto físico externo menos parecido com os mortais comuns e mais semelhante a um filho do Pai Celestial, e cujos olhos, cabelos, nada se combinava com a família.
O sábio Enoch analisou tudo aquilo e mandou o velho Matusalém de volta para casa, com a notícia alarmante que um grande juízo punitivo aconteceria, atingindo a Terra e a humanidade; toda a carne seria aniquilada, por ser impura e perversa. No entanto, falou Enoque, ele, Matusalém, deveria ordenar ao seu filho Lameque que ficasse com o menino e lhe dese o nome de Noé, pois ele tinha sido escolhido para ser o progenitor daqueles que sobrevivereiam ao grande Juízo Universal.
O afamado ufólogo e escritor suiço Erich von Däniken (1935-) comentou sobre o caso:
Há dois aspectos surpreendentes nessa história de uma família honrtada, a saber: por várias vezes fala-se no filho do céu, como pai legítimo da criança; e os pais de Noé foram informados sobre o dilúvio a ser esperado. No entanto, o mais admirável nessa história é o fato de o avô Matusalém ter sido posto a par do futuro cataclismo pelo mesmo Enoch que, pouco depois, segundo a tradição, subiria ao céu em um carro de fogo.
Interessante é também observar que parecia ser comum entre os mortais daquela época a ingerência de Filhos de Deus no cotidiano humano. Acreditava-se piamente não só na existência deles mas que também podiam engravidar mulheres. Isso só poderia significar que os Filhos de Deus, os gigantes de outrora, possuiam o mesmo código genético dos humanos, ou seja, eram também idênticos a nós, em carne e osso.
Aliás, o sábio Enoch parece que conhecia e tinha contatos permanente com estes misteriosos anjos humanos, os quais inclusive lhe arrebataram em vida aos céus.
Abraços.
Fonte: PROVAS DE DÄNIKEN, de Erich von Däniken, Ed. Melhoramentos, 1977.